quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Currículo real, oculto e prescrito.


 Conforme Santos (2000), tradicionalmente, duas grandes tendências marcaram os
estudos e as práticas curriculares. De um lado as propostas que vêem o currículo como
conjunto de conteúdos e, de outro, os que defendem a idéia de que o currículo é constituído
por um conjunto de experiências vivenciadas na escola ou sob supervisão da mesma.
Entretanto, estas orientações, em decorrência de novos estudos no campo educacional, vão
sendo ressignificadas ao longo desse século.
Conforme Moreira e Silva (1997, p. 28), “o currículo é um terreno de

produção e de política cultural, no qual os materiais existentes funcionam como matéria-prima

de criação e recriação e, sobretudo, de contestação e transgressão”. O currículo

escolar tem ação direta ou indireta na formação e desenvolvimento do aluno. Assim, é fácil

perceber que a ideologia, cultura e poder nele configurados são determinantes no resultado

educacional que se produzirá.

O Currículo Real é o currículo que acontece dentro da sala de aula com professores e alunos a cada dia em decorrência de um projeto pedagógico e dos planos de
ensino.
O Currículo Oculto é o termo usado para denominar as influências que
afetam a aprendizagem dos alunos e o trabalho dos professores. O currículo oculto
representa tudo o que os alunos aprendem diariamente em meio às várias práticas, atitudes,
comportamentos, gestos, percepções, que vigoram no meio social e escolar.
O currículo prescrito atribuí à escola o papel de transmitir uma cultura com base na lógica da reprodução, um currículo igual para todo o território e para todos os alunos, construído para que o professor o execute da forma como veio estruturado.
Mesmo o currículo sendo prescrito, o professor através de sua interação deve construir, no dia-a-dia, novas alternativas curriculares para a sua prática docente.
Nos dias de hoje ainda temos escolas quem pensam que todos têm que ser iguais, onde a instituição escolar sempre se organizou a partir dos padrões a serem cumpridos por todos, com práticas de que a aprendizagem acontece no mesmo ritmo e no mesmo tempo, excluindo assim, aqueles que fogem a esse padrão, com classificações e seleções baseadas no modelo tradicional.
A escola se diz inclusiva, mais continua tratando os alunos que são por natureza diferentes uns do outros, como se todos fossem iguais, excluem aqueles que não se encaixam nos grupos sociais e culturais que a cultura escolar impõe.


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Tipos de Currículos

Currículo Oculto: é a representação de tudo o que os alunos aprendem pela convivência em meio a espontaneidade e o meio a várias práticas atitudes comportamentos, gestos, percepção que vigoram no meio social e escolar, oculto significa que não está prescrito, não aparece no planejamento, embora se constitua como importante fator na aprendizagem.
Currículo Real: é o currículo idealizado pela prática do professor, ou seja, é experimentado é a reação dos alunos ante ao que está sendo aprendido, compreendido e retido pelos mesmos, a característica marcante deste currículo é a contextualização dos conteúdos são os moldes formais do currículo formal que tomam vida na sala de aula onde se pode repensar seus conceitos e construir competência de caráter conceitual, procedimental e atitudinal.
Currículo Prescrito: é um conjunto de decisões normativas que são produzidas nos gabinetes das secretarias federais estaduais e municipais de educação é um currículo distanciado do real pois não respeita a diversidade e não é construído pelos que fazem a escola cotidianamente o currículo prescrito atribue á escola o papel de transmitir uma cultura com base na lógica da reprodução, um currículo igual para todos os alunos construído da forma como veio Prescrito é um conjunto de decisões normativas que são produzidas nos gabinetes das secretarias federais estruturado.